O curso de arquivologia sofre com o mito de que o profissional formado vai ter de vestir um guarda-pó, usar máscara e lidar, dia-a-dia, com um monte de papéis velhos. De fato, há os arquivistas que trabalham com a restauração e preservação da memória. Mas, hoje em dia, quem se forma na graduação tem espaço aberto para trabalhar nas mais diversas empresas, desde escritórios de advocacia até indústrias.

“Quando aparece a figura do arquivista no cinema, por exemplo, ela é sempre estereotipada. Hoje, o profissional trabalha diariamente no computador”, afirma a presidente da Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB), Lúcia Maria Velloso de Oliveira. “Para atuar na área, a pessoa tem de gostar de ler e ter alguma afinidade com administração”, diz.

O arquivista é o responsável pela organização e catalogação de todo o tipo de documentos. Sua atividade é fundamental, por exemplo, em empresas de advocacia, na organização de processos, ou no setor de recursos humanos, para a catalogação de informações existentes sobre os funcionários.

“Hoje em dia ninguém fica sem memória. A organização dos documentos é manter a memória de pessoas e de instituições”, afirma Rosani Beatriz Pivetta da Silva, coordenadora da graduação na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), 11 instituições oferecem arquivologia em todo o país. No, Rio Grande do Sul, a UFRGS e a UFSM.

Arquivologia ou biblioteconomia?

Segundo Rosani, a biblioteconomia trabalha com livros, revistas, teses. A diferença básica entre o trabalho do arquivista e o do bibliotecário é o suporte: os documentos de organizados por quem faz arquivologia podem ser impressos, sons, documentos virtuais. “O que há em comum entre os dois cursos são os usuários. As duas graduações estão voltadas para servir o público”, aponta Rosani.

Além disso, a organização de livros segue padrões internacionais. Já os arquivos dependem de análise da necessidade do usuário e das características dos documentos. “O arquivista procura utilizar métodos mais eficazes para oferecer facilidade a quem precisa da informação”, diz a professora.

Fonte: G1

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