Alguém tem de organizar a bagunça, seja ela composta por documentos, pastas, filmes ou tudo isso junto. E esse alguém é o arquivista. “A ideia mais comum é que o arquivista irá trabalhar com papel velho, no almoxarifado da empresa, no ‘arquivo morto’”, comenta a professora Maria Leandra Bizello, coordenadora do curso de Arquivologia da UNESP. “Não é bem assim, o aluno compreende que é um importante profissional na área administrativa de empresas”, explica. É que o profissional trabalha não só com a recuperação da informação, mas também com o acesso e a organização dos documentos produzidos.

Mercado – “O profissional da Arquivologia atua na guarda, conservação, organização, controle, administração e recuperação da informação registrada, ou seja, na gestão documental”, diz Maria Leandra. Então, o arquivista pode atuar em empresas privadas e instituições públicas, fundações, ONGs, universidades, arquivos históricos, centros de memória e em museus que tenham departamentos de documentação histórica.

Conforme a professora da Unesp, há piso para os profissionais. Um arquivista recém-formado ganha entre R$ 1,3 mil e R$ 2 mil. Já um profissional mais experiente pode receber até R$ 5 mil, em média. “Há empresas públicas e privadas que oferecem um salário maior. Isso depende de uma série de variáveis, como carga horária, equipe de trabalho etc”, diz.

É para você? – Curiosidade e organização são as principais características deste profissional. “O arquivista precisa querer pesquisar para gerir a documentação que vai trabalhar, tem que gostar de ler, pois deve saber o conteúdo de documentos, a legislação que os regulamenta, entender o contexto de documentos históricos, deve saber como se constituem os suportes da informação”, enumera Maria Leandra.

O que vem por aí – O trabalho em empresas privadas na área de organização e planejamento está em expansão. Outra tendência é o trabalho na área de tecnologia. “Há documentos gerados eletronicamente nas prefeituras, nos escritórios de advogados, nos bancos, nas empresas privadas, nas lojas, nos hospitais, centros de saúde, ou seja, em praticamente todos os lugares. Os processos de digitalização também chegaram aos centros de documentação, aos arquivos históricos e bibliotecas”, comenta a professora da Unesp. Assim, a gestão de documentos eletrônicos virou um amplo campo de trabalho.

Diferencial – “A dica é que o estudante faça um projeto de iniciação científica e o leve a frente”, avisa Maria Leandra. Conforme a professora, essa experiência é fundamental, fará com que ele na sua atuação profissional saiba colocar uma ideia no papel, teorizar sobre ela, elaborar um conhecimento, e depois concretizar a ideia que projetou.

Fonte: Terra

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